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Processos para Alfabetização e Letramento na Educação Infantil

Por:   •  5/11/2018  •  Artigo  •  952 Palavras (4 Páginas)  •  8 Visualizações

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS-FACEL

Curso de Pós Graduação em Alfabetização e Letramento

Nome da Aluna: Katia Alves Kirsten

Data de início: 26/09/2017

Disciplina: Escrita e seus Aspectos de Alfabetização

Data da Entrega: 25/07/2018

Os processos para alfabetização e letramento na educação infantil

Não existe idade determinada para aprender a ler e a escrever. A alfabetização não se inicia aos seis anos como muitos pensam. É um processo que se dá quando a criança começa a fazer uma leitura do mundo.  Na educação infantil, devem estar presentes tanto atividades de introdução da criança ao sistema alfabético e suas convenções − alfabetização − quanto as práticas de uso social da leitura e da escrita – letramento.

Os rabiscos, desenhos, jogos, brincadeiras de faz-de-conta representam a fase inicial da aprendizagem da língua escrita, constituindo, segundo Vygotsky (1984), a pré-história da linguagem escrita, pois "a criança está descobrindo sistemas de representação, precursores e facilitadores da compreensão do sistema de representação que é a língua escrita quando atribui a rabiscos e desenhos ou a objetos a função de signos". Essa fase explica por que a criança pequena supõe estar escrevendo quando está desenhando ou quando está fazendo rabiscos e garatujas, tentando imitar a escrita cursiva dos adultos, o que já representa um avanço em seu processo de alfabetização. É o primeiro nível pelos quais passam as crianças em seu processo de conceitualização do sistema alfabético, identificados tão claramente por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky (2001): níveis icônico e da garatuja, pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético. As crianças de 4 e 5 anos, por exemplo, podem evoluir rapidamente em direção ao nível alfabético se são orientadas e incentivadas por meio de atividades adequadas e sempre de natureza lúdica: escrita espontânea, observação da escrita do adulto, familiarização com as letras do alfabeto, contato visual frequente com a escrita de palavras conhecidas, sempre em um ambiente no qual estejam rodeadas de escrita com diferentes funções como calendário, lista de chamada, rotina do dia, rótulos de caixas de material didático, etc. Mesmo atividades, via de regra consideradas apenas por sua natureza lúdica (a repetição de parlendas, a brincadeira com frases e versos trava-línguas, as cantigas de roda, a memorização de poemas) são passos em direção à alfabetização porque, se forem orientadas nesse sentido, desenvolverão a consciência fonológica, um aspecto fundamental para a compreensão do princípio alfabético.

De acordo com a pedagoga Denise Tinoco, “brincar com linguagem falada e com processo de aquisição da linguagem escrita, oferecer jogos, trabalhar com músicas, poemas, quadrinhos, imagens, obras de arte e atividades lúdicas, quando bem orientadas, certamente contribuirão para que o desenvolvimento do processo da alfabetização seja bem sucedido”, ressalta. Disponível em:                                                  <https://atividadesparaprofessores.com.br/10-dicas-de-alfabetizacao-na-educacao-infantil/> Acesso em: 02/07/2018). Dessa forma, desde que seja feita de forma lúdica, respeitando as ideias e fases de desenvolvimento dos pequenos descritos em diferentes teorias, como Piaget, Wallon e Vygotsky e Ferreiro, pode-se planejar e realizar ótimas atividades favorecendo o processo de alfabetização. Porém, é necessário levar em conta que este processo ocorre em um ambiente social e que nem todas as crianças aprendem na mesma hora ou do mesmo jeito. Atualmente, ser alfabetizado, saber ler e escrever, tem se revelado condição insuficiente para responder adequadamente às demandas contemporâneas. Saber ler e escrever de forma mecânica não garante a uma pessoa interação plena com os diferentes tipos de textos que circulam na sociedade. Por isso a importância do letramento na educação infantil, no qual se busca ser capaz de não apenas decodificar sons e letras, mas entender os significados e usos das palavras em diferentes contextos. Para isso é muito importante ter um ambiente alfabetizador, onde é possível desenvolver um conjunto de situações de usos reais de leitura e escrita das quais as crianças têm oportunidade de interagir. Conforme afirma Magda Soares (2004), “a leitura frequente de histórias para crianças é a principal e indispensável atividade de letramento na educação infantil. Se adequadamente desenvolvida, essa atividade conduz a criança, desde muito pequena, a conhecimentos e habilidades fundamentais para a sua plena inserção no mundo da escrita”. Além disso, a leitura de histórias é uma atividade que enriquece o vocabulário da criança e proporciona o desenvolvimento de habilidades de compreensão de textos escritos, de inferência, de avaliação e de estabelecimento de relações entre fatos.

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