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PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL PSICOLOGIA / URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Por:   •  10/1/2019  •  Trabalho acadêmico  •  588 Palavras (3 Páginas)  •  8 Visualizações

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IRMANDADE DA SANTA CASA DE LONDRINA – ISCAL

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL

PSICOLOGIA / URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

LARISSA ROSSI DA SILVA

PORTIFÓLIO 12

LONDRINA

2018

Perda e luto na amputação de um membro

        A amputação de um membro tem grande impacto sobre a vida de uma pessoa, implicando na necessidade de readaptação ao seu contexto. Entretanto, para que o sujeito vislumbre possibilidades que permitam essa readaptação, é necessários que antes ele, inconscientemente, se empenhe em um trabalho de luto do membro que foi perdido (SEREN, R; DE TILIO, R, 2014). Diante dessa necessidade, questiona-se o que deve ser considerado e qual direção o atendimento psicológico pode tomar para favorecer a elaboração desse luto.

        Para ilustrar essa questão, é possível remeter-se a um caso clínico atendimento no Pronto Socorro. Trata-se do paciente D., de 32 anos, internado pela cirurgia vascular. Há 2 anos realizou uma amputação supra patelar e, nesta internação, preocupa-se com a possibilidade de realizar a amputação da outra perna. Os dois quadros iniciaram de maneira semelhante, isto é, por meio de uma coceira que progrediu para uma ferida e, no dia seguinte, segundo o paciente, a perna inchou de modo que necessitou ser internado para efetivar a amputação do membro, que já não poderia mais ser salvo.

        D. conta ainda, a respeito do contexto que vivenciava quando dessa amputação, que sofria pelo falecimento da esposa, há cerca de 2 anos e meio, e em tempo semelhante, do falecimento do pai. O paciente se sensibiliza ao lembrar-se da esposa, e conta que tem com ela uma filha. Relata que cogitou suicídio duas vezes, sendo uma através de uma arma de fogo, e outra, por meio de intoxicação com medicamentos. Quando interrogado sobre o motivo pelo qual quis tirar a própria vida, D. refere-se à dificuldade de dormir que, por fim, associa ter iniciado após o velório do pai.

        Observa-se que nesse caso há uma sucessão de lutos que se reedita com a possibilidade desse paciente sofrer uma nova perda, desta vez, da perna que ainda lhe resta para continuar gozando de autonomia em sua rotina, conforme descreve. De acordo com Seren e de Tulio (2014), o luto patológico se caracteriza pela impossibilidade de simbolizar uma perda, fixando o sujeito a uma relação imaginária com o objeto perdido.

Nesse sentido, o atendimento psicológico pode contribuir, na medida em que permite que o sujeito se utilize da fala para nomear essas perdas. Ainda, conforme Rocha (2009), o sujeito elabora lutos ao se perder, incontáveis vezes, da condição de objeto para o Outro, a partir da existência de intervalos entre as demandas desse Outro. No entanto, quando esse intervalo não se estabelece, o sujeito fica fixado a um gozo específico, que lhe impede de elaborar esse luto.

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