Resenha da Psicologia do Desenvolvimento
Por: Jai Cardoso • 11/9/2026 • Resenha • 1.220 Palavras (5 Páginas) • 3 Visualizações
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UNIVERSIDADE ANHANGUERA
CURSO DE PSICOLOGIA
[NOME DA ALUNA]
RESENHA CRÍTICA
REFLEXÕES DA PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Jundiaí
2026
[NOME DA ALUNA]
RESENHA CRÍTICA
REFLEXÕES DA PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Resenha apresentada ao Curso de Psicologia da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito parcial para avaliação acadêmica na disciplina de Psicologia do Desenvolvimento Infantil.
Jundiaí
2026
RESENHA CRÍTICA
SILVA, Ivandra Johanna de Carvalho. Reflexões da Psicologia do Desenvolvimento Infantil. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 8, n. 11, nov. 2022. ISSN 2675-3375. DOI: 10.51891/rease.v8i11.7578.
O artigo “Reflexões da Psicologia do Desenvolvimento Infantil”, de Ivandra Johanna de Carvalho Silva, apresenta uma discussão sobre o desenvolvimento infantil e sobre a evolução histórica da psicologia do desenvolvimento, dando destaque às contribuições de Jean Piaget e Lev Vygotsky para a compreensão da infância e para a educação. O texto foi elaborado a partir de uma revisão bibliográfica e procura relacionar aspectos cognitivos, emocionais, físicos e sociais do desenvolvimento com as práticas educativas. Desde a introdução, a autora destaca que estudar como as crianças crescem e mudam é fundamental para compreender suas necessidades e para orientar intervenções que favoreçam um desenvolvimento saudável.
1 SÍNTESE DO ARTIGO
A primeira parte do texto apresenta o desenvolvimento infantil como um processo gradual, no qual a criança adquire capacidades cognitivas, motoras, emocionais e sociais. A autora enfatiza que cada criança possui características próprias e que seu desenvolvimento não ocorre de forma linear, podendo apresentar avanços e retrocessos. Também destaca que o excesso ou a falta de estímulos pode interferir no desenvolvimento e que o conhecimento das diferentes etapas da infância auxilia pais e professores a reconhecerem dificuldades e a pensarem em intervenções adequadas.
O artigo também recupera a formação histórica da psicologia do desenvolvimento. Segundo a autora, os primeiros estudos procuravam observar os comportamentos infantis e compreender aquilo que permanece e aquilo que se modifica ao longo do desenvolvimento humano. Nesse percurso, ganham importância fatores internos, relacionados à maturação e às bases genéticas, e fatores externos, ligados ao ambiente. A psicologia do desenvolvimento passa, assim, a considerar a interação entre características individuais e condições sociais e culturais, analisando mudanças físicas, cognitivas, sociais e emocionais ao longo da vida.
Na discussão sobre Vygotsky, o texto destaca que o meio social e cultural constitui uma fonte essencial do desenvolvimento. A criança se desenvolve por meio das relações que estabelece com outras pessoas e pela apropriação de instrumentos, signos e símbolos construídos historicamente. A linguagem recebe atenção especial, pois funciona como meio de comunicação e, progressivamente, também como instrumento para organizar o pensamento e o comportamento. Dessa perspectiva, processos inicialmente presentes no plano social podem ser internalizados e tornar-se parte do funcionamento individual.
Outro ponto central apresentado pela autora é a relação entre desenvolvimento e educação na teoria de Vygotsky. A escola e o professor aparecem como elementos importantes porque o ensino pode favorecer processos de desenvolvimento que ainda estão em construção. O conhecimento escolar é entendido como uma forma planejada e sistematizada de transmissão e apropriação de significações produzidas historicamente. Desse modo, a aprendizagem não é tratada apenas como recepção de informações, mas como um processo de formação e transformação das funções psicológicas.
Na perspectiva de Piaget, o artigo ressalta o papel ativo da criança na construção do conhecimento. O desenvolvimento cognitivo é apresentado por meio de quatro estágios: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal. Cada estágio corresponde a formas particulares de organizar e compreender a realidade. A autora explica ainda o papel da assimilação, da acomodação e da equilibração nesse processo, destacando que a criança aprende ao agir sobre o meio e ao reorganizar seus esquemas diante de novas experiências.
O texto relaciona a teoria piagetiana às práticas educativas ao defender que o ensino deve respeitar as características do estágio de desenvolvimento da criança. Nessa perspectiva, o aluno possui papel ativo na aprendizagem, enquanto o professor organiza situações que favorecem descoberta, reflexão e construção do conhecimento. O construtivismo aparece como desdobramento importante dessa concepção, valorizando a participação do estudante e a aprendizagem por meio de experiências que permitam pensar, experimentar e produzir novos conhecimentos.
2 ANÁLISE CRÍTICA
Um aspecto positivo do artigo é a tentativa de aproximar fundamentos da psicologia do desenvolvimento de situações concretas de educação. Ao reunir as contribuições de Piaget e Vygotsky, o texto mostra que compreender a criança exige considerar tanto suas formas de construção do conhecimento quanto as relações sociais e culturais nas quais ela está inserida. Essa articulação contribui para evitar uma visão simplificada do desenvolvimento infantil, especialmente quando a autora ressalta que as crianças não se desenvolvem de maneira idêntica e que suas experiências e condições de vida também participam desse processo.
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