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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR O JOGO COMO FORMA DE APRENDIZAGEM

Por:   •  11/3/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.808 Palavras (8 Páginas)  •  354 Visualizações

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EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: O JOGO COMO FORMA DE APRENDIZAGEM

Atividade prática supervisionada desenvolvida durante o 2º semestre de Educação Física como parte da avaliação referente ao semestre em questão.

São José do Rio Pardo – SP

2014

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: O JOGO COMO FORMA DE APRENDIZAGEM

Diante da verdade de que os jogos são freqüentemente ignorados por educadores e instituições escolares em geral, espero pontuar a importância do aspecto lúdico para o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Dentro desse contexto, trata-se de demonstrar que usando atividades lúdicas desenvolvemos várias capacidades, exploramos e refletimos sobre a realidade, a cultura na qual vivemos, incorporamos e, ao mesmo tempo, questionamos regras e papeis sociais. Essa atividade tem como objetivo demonstrar o papel do jogo como recurso facilitador na aprendizagem, reconhecendo-o como um instrumento pedagógico importante no desenvolvimento intelectual e social do educando. Conclui-se que são apresentadas as principais idéias dos diferentes papeis que o jogo desempenha no trabalho pedagógico com o intuito de estimular no profissional docente a reflexão sobre a utilização do lúdico na aprendizagem. A atividade lúdica ganha sempre destaque, é instrumento indispensável na vida das crianças, torna evidente que os professores e os futuros professores devem e precisam tomar consciência disso.

Atualmente, a nossa sociedade está em um contexto de várias formas e meios de comunicação, no qual necessita de total compreensão das diversas linguagens. O que se tem visto no cotidiano, de forma geral, é apenas o uso da leitura e escrita como representações nas escolas. Gostaria de reforçar que o jogo poderia ser associado as escolas nas diferentes modalidade de comunicação que permeiam nossa sociedade.

Vale considerar que o jogo como instrumento de aprendizagem é um recurso de extremo interesse aos educadores, uma vez que sua importância está diretamente ligada ao desenvolvimento do ser humano em uma perspectiva social, criativa, afetiva, histórica e cultural. Levando-se em conta isso, é de extrema importância que os profissionais que trabalham com crianças devam se interessar e buscar conhecimento sobre a temática, permitindo assim um melhor direcionamento no seu trabalho pedagógico (Melo LL, 2005).

Contudo, vale destacar que o jogo é uma ótima oportunidade de desenvolvimento. Jogando a criança testa suas habilidades, descobre, inventa, experimenta, aprende e sua inteligência está sendo desenvolvida. A efetividade do aprendizado depende muito da qualidade de oportunidades que são oferecidas a criança por meios de jogos. Ressaltando que assim, o jogo se torna importante não apenas na imaginação das crianças, mas também auxilia no desenvolvimento de habilidades sócias e cognitivas.

Da palavra jogo, vem o seguinte significado, diversão, brincadeira e que é tido como um recurso capaz de promover um ambiente planejado, motivador, agradável e enriquecido, possibilitando a aprendizagem de várias habilidades. Desse modo, alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem podem aproveitar-se do jogo como recurso facilitador na compreensão dos vários contextos pedagógicos.

Piaget (1976) defendeu que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Elas não são apenas uma forma de desafogo ou algum entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

O jogo é, portanto, sob as suas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil. (PIAGET, 1976)

Com esse pensamento torna-se evidente que o jogo, e seus diversos conteúdos, podem estimular um avanço no desenvolvimento e aprendizagem da criança. Isso acontece porque a criança, em início de desenvolvimento, vive em um meio ambiente em constante mudança e com umas variedades de objetos que ela não conhece e domina. É nesse meio que o jogo ganha um espaço como ferramenta ideal da aprendizagem, na medida em que vamos conseguindo estímulo ao interesse do aluno. O jogo ajuda-o a construir suas novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva o professor à condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.

Em educação, a utilização de um programa que estimule a atividade psicomotora, especialmente por meio do jogo, permite que o desempenho psicomotor da criança enquanto joga alcance níveis que só mesmo a motivação própria consegue. Ao mesmo tempo favorece a concentração, a atenção, o engajamento e a imaginação. Como conseqüência, a criança fica mais calma, relaxada e aprende a pensar, estimulando sua inteligência. Nesse contexto, precisamos esclarecer os pontos de contato com a realidade, a fim de que o jogo seja significativo para a criança. Por meio da observação do desempenho das crianças com seus jogos podemos avaliar o nível de seu desenvolvimento motor e cognitivo. No lúdico, manifestam-se suas potencialidades e, ao observá-las, poderemos enriquecer sua aprendizagem, fornecendo por meio dos jogos os nutrientes necessários do seu desenvolvimento. Ou seja, brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis à sua futura formação e atuação profissional, tais como: atenção, afetividade, concentração e outras habilidades essenciais psicomotoras.

Tirando a conclusão de que se pode afirmar que o jogo enquanto agente da capacidade e potencialidade da criança não só pode como deve ocupar um lugar exclusivo na prática pedagógica, tendo um privilégio no espaço da sala de aula.

Para Vygotsky, "... é na brincadeira que a criança se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário. A criança vivencia uma experiência no brinquedo como se ela fosse maior do que é na realidade... o brinquedo fornece estrutura básica para mudanças das necessidades e da consciência da criança"

Assim

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