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A ESCOLA QUE SEMPRE SONHEI SEM IMAGINAR QUE PUDESSE EXISTIR

Por:   •  4/5/2018  •  Trabalho acadêmico  •  1.488 Palavras (6 Páginas)  •  362 Visualizações

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CURSO DE PEDAGOGIA

A ESCOLA QUE SEMPRE SONHEI SEM IMAGINAR QUE PUDESSE EXISTIR

MANAUS

2016

        ANDRÉ CAMPOS LIRA

DHULY ANDREWS BENTES ALMEIDA

EUDSON DA LUZ NASCIMENTO

LÚCIO FLÁVIO SOUZA MEDEIROS

A ESCOLA QUE SEMPRE SONHEI SEM IMAGINAR QUE PUDESSE EXISTIR

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MANAUS

2016

SUMÁRIO

1 Introdução..................................................................................................................4

2 Desenvolvimento.......................................................................................................5

3 Conclusão..................................................................................................................9

4 Referencias.............................................................................................................10

Introdução

O presente trabalho tem por objetivo relacionar as abordagens estudadas em sala de aula com as abordagens descritas no livro, A escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir, de Rubem Alves, fazendo um parare-lo com os teóricos Fernando Becker na educação diretiva, Carl Rogers e Alexandre Neill na educação não-diretiva, e a inclusão que estar se tornando uma verdade em nossos dias, e que naquela época já era trabalhada na Escola da Ponte.

Desenvolvimento

A psicanalise repete a mesma coisa: a verdade aparece inesperadamente quando acontece o lapsu, a queda, uma fratura no discurso lógico. Ai nesse momento, a iluminação acontece. Abra-se um terceiro olho que estava fechado. Acontece o satori: o discípulo fica iluminado..[...] estou dizendo todas essas coisas para explicar o que acontece comigo, quando visitei a Escola da Ponte. A Escola da Ponte foi um koan, um lapsu, uma experiência de iluminação...(Alves, 2001, p.30-31)

Aqui o autor usou um poema para descrever o quanto ele estava limitado na sua visão de educação, ao viver essa experiência incrível e metafisica na Escola da Ponte o autor viu que não era apenas possível sonhar, mas que seu sonho era uma realidade vivida fora do Brasil. Quando Rubem Alves conheceu a Escola da Ponte teve uma experiência incomensurável aonde acontecem ”satori”.

Quando visitei a Escola da ponte eu pude ver aquilo com quem eu sempre sonhara. O koan aconteceu a partir do espantoso momento inicial. Eu professor estrangeiro, visitante vou visitar a escola, esperando que seu diretor me desse as devidas explicações (Alves, 2001, p.32)

Com a predominância da pedagogia diretiva no Brasil, o autor estava acostumado a chegar e alguém do corpo discente lhe recepcionasse e mostrasse a instituição. Ele não esperava por essa atitude do diretor da Escola da Ponte em chamar uma aluna de uns nove anos que ia passando, para apresentar a escola e explicar como a mesma funciona, Rubem é tomado por um espanto aonde ele recebe o koan em cima de tudo aquilo que já tinha vivido em relação a sua experiência na área da educação. Tal espanto é compreensível porque de acordo com Becker, em relação a pedagogia diretiva, aonde o aluno é chamado de “tabua rasa” e o educador tem que ensinar tudo, mas para Rogers na pedagogia não-diretiva “a tarefa do professor é ser facilitador do aprendizado que o aluno conduz a seu modo”, o autor pôde desfrutar da pedagogia rogeriana, só em ver a criança apresentando-lhe a escola e como a mesma funciona.

Ele dizia nesse texto que o operário, ao ver o objetivo que produzia, tinha de ver o seu próprio rosto refletindo nele.[...] Operários que trabalham em linha de montagem não assinam suas obras (porque não são eles) nem veem seu rosto refletido nelas.[...] Nossas escolas são construídas segundo o modelo das linhas de montagens. Escolas são fabricas organizadas para a produção de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhecimento e habilidades.[...] Abandonar a linha de montagem de fabrica como modelo para a escola e, andando mais para trás, tomar o modelo medieval da oficina do artesão como modelo para a escola.[...] São extraordinário os esforços que estão sendo feitos para fazer com que nossa linhas de montagem chamadas escolas fiquem tão boas quanto as japonesas...(Alves, 2001,p34-38)

O autor usou esta metáfora que fala de um operário para fazer uma analogia consigo mesmo, e de como encontra-se naquele momento, e de que forma essa experiência ao conhecer a Escola da Ponte o deixou, que segundo seu relato “ficou iluminado”. Ele faz uma comparação com a pedagogia tradicional que predomina nas escolas do Brasil, as escolas chamadas linhas de montagens, as coordenadas especiais denominadas salas de aula, as coordenadas temporais denominadas anos ou series e o isso 12.000 regulamente denominada diplomas (Alves, 2001, p.36). Na pedagogia tradicional o aluno é um recebedor da matéria e sua tarefa, é decora-la, referindo-se à formação de um aluno. O professor tende a encaixar os alunos em um modelo idealizado de homem que nada tem haver com a vida presente e futura.

A matéria é tratada de maneira isoladamente, isto é, desvinculado dos interesses dos alunos e dos problemas reais da sociedade, e da vida. O material concreto é mostrado, demostrado, manipulado, mas o aluno não lida mentalmente com ele, não a repensa, não reelabora com seu próprio pensamento.

A aprendizagem, assim continua receptiva, automática, não mobilizando a atividade mental do aluno e o desenvolvimento de suas capacidades intelectual. Os conhecimentos ficaram padronizados, sem valor educativo vital, desprovidos de significado sócias inúteis para a formação e compreensão critica da realidade.

Tudo começou acidentalmente num lugar de Portugal cujo nome eu nunca ouvira. Vila Nova de Famalição. Posteriormente me ensinaram que ra aa cidade onde vivera Camilo castelo Branco, romancista gigante de vida trágica.[...] A aprendizagem e o ensino são um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade. Mais que aprender saberes, as crianças estão aprendendo valores.[...] Ando um pouco mais e encontro uma menina com síndrome de Dowm trabalhando com outras, em uma mesinha. Ela trabalha de forma concentrada. Sua presença é uma presença igual à todas as crianças.(Alves, 2001, p.39-44).

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