A Gestão do Planejamento da Capacidade em Cemitérios
Por: luizrojas • 5/9/2026 • Trabalho acadêmico • 3.126 Palavras (13 Páginas) • 4 Visualizações
Gestão do Planejamento da Capacidade em Cemitérios
A gestão da capacidade é um desafio permanente para os gestores de operações de serviço no sentido de equilibrar a sua oferta à demanda variável. Este artigo tem o objetivo de mostrar como o planejamento da capacidade pode ser aplicado a gestão de cemitérios municipais.
Inicialmente são apresentados os tipos de cemitérios, relacionando suas vantagens e
desvantagens, questões ambientais e do planejamento da capacidade. A partir da revisão de literatura realizou-se um estudo de caso no Cemitério Municipal de Resende. A pesquisa bibliográfica realizada possibilitou comparar e identificar as vantagens dos tipos de cemitérios e a situação na qual se encontra o Cemitério Municipal de Resende. Finalmente, com base nos conceitos de gestão e planejamento da capacidade, juntamente com as observações in loco apresentou-se proposta de melhoria na gestão dos recursos escassos e de relevante importância para a sociedade, para a municipalidade e para aquela organização.
Palavras-chave: Planejamento e gestão da capacidade. Cemitérios. Cemitério municipal.
1- INTRODUÇÃO
Segundo o Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro Comum (1991, p.46), o Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem suas próprias necessidades. Toda cidade que conseguir equilibrar seu desenvolvimento com os problemas ambientais estará galgando passos importantes em direção ao Desenvolvimento Sustentável, que é um conceito. Equilibrar esse desenvolvimento com a gestão de capacidade pode apresentar resultados significativos para uma instituição.
De acordo com Matos (2001), se houve uma consolidação científica da pesquisa sobre a
temática da morte, outro tanto não se poderá dizer sobre a questão “cemitérios e meio
ambiente”.
Segundo Matos (2001), os cemitérios nunca foram incluídos nas listas de fontes tradicionais de contaminação ambiental, nunca foi objeto de um estudo sobre contaminações ambientais e nem de gestão de capacidade, apesar da existência de alguns relatos históricos sobre 132contaminação das águas subterrâneas e poços de abastecimento público. A questão sobre cemitérios precisa ser conhecida em todos os aspectos, principalmente, quando o cadáver possa ser causa de alterações ambientais e pôr em risco a saúde dos vivos.
Para que a capacidade seja gerida de forma correta, os gestores necessitam conhecer bem a estrutura dos custos de servir e as reações dos clientes. Neste contexto o planejamento da capacidade de um cemitério municipal é relevante no sentido da manutenção da adequada taxa de ocupação e para a disponibilidade de espaço físico para sepultamentos.
Conforme o Relatório de Auditoria do Cemitério Alto dos Passos (2005), esses cuidados
devem se voltar para a manutenção de sepulturas, segurança e para os inconvenientes como a proliferação de animais peçonhentos.
De acordo com Matos (2001), pela maioria dos cemitérios municipais serem antigos, durante a construção, não se pensava sobre o problema de lotação, resultando em um problema para as famílias de baixa renda, pois comprar uma sepultura em um cemitério privado pode ser uma despesa alta e muitas vezes fora do alcance financeiro dessas famílias.
O objetivo deste trabalho avaliar as possibilidade de gestão da capacidade do Cemitério
Municipal de Resende. Neste contexto, esta pesquisa procura demonstrar os problemas que um cemitério e sua localização podem causar ao meio.
2- CEMITÉRIOS: CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS
De acordo com Bergamo (1954), a palavra cemitério vem do grego koimetérion, “dormitório”, do latim coemeteriu, designava a princípio, o lugar onde se dorme, quarto, dormitório. Sob a influência do cristianismo, o termo tomou o sentido de campo de descanso após a morte. O cemitério também é conhecido como necrópole, carneiro, sepulcrário, campo-santo e vários eufemismos, como “cidade dos pés-juntos” e “última morada”.
A palavra teve uma evolução semântica ao longo do tempo, impondo-se definitivamente na língua francesa, desde o século XVI. Em inglês, o emprego da palavra cemetery na linguagem corrente para mais tardio. Churchyard e graveyard só foram substituídas por cemetery no século XIX e para designar, por oposição, uma outra forma de cemitério, o rural cemetery (1977 apud ARIÈS; MATOS, 2001). Segundo Bayard (1993), na terminologia hebraica, o cemitério é designado por termos bastante surpreendentes: Berth Olam (casa da eternidade) e Beth ha’ hayim (casa da vida).
Os cemitérios são monumentos à memória daqueles que morreram e que os vivos fazem
questão de perpetuar. Conseqüentemente, este tipo de construção adquiriu a condição de inviolabilidade no que tange à pesquisa científica nos seus diferentes aspectos. Entretanto, sociólogos, antropólogos, folcloristas e outros têm dado excelentes contribuições para um melhor conhecimento dos hábitos, costumes e práticas funerárias (MATOS, 2001).
Segundo relata a Resolução nº 355 de 3 de abril de 2003, existem dois tipos principais de cemitérios: os horizontais, parques ou jardins e verticais.
O Cemitério vertical é um edifício de um ou mais pavimentos dotados de compartimentos destinados a sepultamentos, conforme descrito na Resolução nº 355 de 3 de abril de 2003. As 133vantagens dos cemitérios verticais sobre os cemitérios horizontais são diversas.
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