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A Intervenção Pedagógica: reflexão o ensino e aprendizagem

Por:   •  11/9/2019  •  Artigo  •  1.463 Palavras (6 Páginas)  •  9 Visualizações

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Intervenção Pedagógica: reflexão o ensino e aprendizagem[1]   

 

Uma ação de intervenção pedagógica tem como premissa organizar uma rotina diferenciada ao que foi realizada no processo de ensino até o momento desenvolvido com o estudante. Ela deve ser uma abordagem para atender a dificuldade na aprendizagem do aluno, ampliar os conhecimentos, bem como, melhorar as reflexões sobre as necessidades metodológicas que o professor desenvolve.

Uma das finalidades fundamentais de toda intervenção curricular é a de preparar os/as alunos/as para serem cidadãos/as ativos/os e críticos/as, membros solidários e democráticos de uma sociedade democrática. Uma meta desse tipo, exige, por conseguinte, que a seleção dos conteúdos do currículo, os recursos e as experiências cotidianas de ensino e aprendizagem que caracterizam a vida nas salas de aula, as formas de avaliação que caracterizam a vida nas salas de aula, as forma de avaliação e os modelos organizativos promovam a construção dos conhecimentos destrezas, atitudes, normas e valores necessários para ser bom/boa cidadão/ã. (SANTOMÉ, 1995, p. 159).

 Para elaborar um projeto de intervenção pedagógica significativa, a partir dos referenciais curriculares, seja através de planejamento docente específico ou de pesquisa-ação a qual deve delinear a intencionalidade das ações didático-pedagógicas a serem trabalhadas na escola. O processo deve ter correlação com as atividades curriculares, de forma que este apresente uma relação intrínseca entre a questão escolhida e a necessidade de aprendizagem da proposta de intervenção.

O desenvolvimento dessas perspectivas articula-se às concepções de formação em que os objetos de conhecimentos colaboram com aprendizagens para o desenvolvimento de habilidades e competências previstas nos Componentes Curriculares, inclusive, os relacionados às aprendizagens sócio-emocionais.

Pode-se pensar a intervenção pedagógica a partir de uma pesquisa-ação e/ou projetos empenhados no desenvolvimento das demandas do diagnóstico da escola como um todo ou especifico do levantamento referente à aprendizagem ocorrida nos bimestres.

Thiollent (2009, p. 16) conceitua que a pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social, idealizada e realizada com ações que visam a resolução de um problema coletivo, onde estão inseridos os pesquisadores e participantes da situação ou do problema, os quais estão envolvidos de maneira cooperativa ou participativa.

A pesquisa-ação caracteriza-se pela intencionalidade de inserção de uma temática, contudo, deve observar que a mesma “[...] não se trabalha sobre os outros, mas com os outros (BARBIER,2002, p.24). Para Thiollent ( 2009, p. 17-18):  

Na pesquisa-ação os pesquisadores desempenham um papel ativo no equacionamento dos problemas encontrados, no acompanhamento e na avaliação das ações desencadeadas em função dos problemas [...] que consiste em organizar a investigação em torno da concepção, do desenrolar e da avaliação de uma ação planejada [...] necessária para que haja reciprocidade por parte das pessoas e grupos implicados nesta situação.

Em relação à intervenção pedagógica aqui abordada, estão conexas às questões pertinentes ao desenvolvimento da prática docente e a aprendizagem do estudante. De fato, tal organização, é o exercício que possibilita ações efetivas frente às necessidades de aprendizagens a serem alcançadas sobre os objetos de conhecimentos.

Enquanto um projeto integrado da escola, conforme as discussões da formação continuada – “Sala do Educador”, o processo de intervenção pedagógica deve criar espaços de discussão e reflexão coletivas na escola, visando produzir informações sobre a realidade do nível de aprendizagem e traçar os aspectos metodológicos da ação antes de começar as atividades.

A Intervenção Pedagógica é o exercício efetivo da teoria e da prática, uma vez que se trata de um planejamento de reconhecimento da realidade da escola e do processo de aprendizagem dos estudantes, onde a atividades pressupõem a intervenção na realidade pensada, observada e/ou pesquisada no que tange as necessidades de aprendizagem.

Para tratarmos dessas questões na organização desse projeto é importante entender as competências necessárias, a serem trabalhadas na intervenção. A BNCC tem organizado essas dimensões. São 10 (dez) competências para  Ensino Fundamental[2] :

1.Conhecimento — Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Objetivo: Entender e explicar a realidade, colaborar com a sociedade e continuar a aprender.

2.Pensamento Científico, Crítico e Criativo — Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

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