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RESENHA ESCRITORES CRIATIVOS E DEVANEIOS

Por:   •  27/10/2016  •  Resenha  •  536 Palavras (3 Páginas)  •  1.047 Visualizações

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FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: Edição standard brasileira. Volume 9. Escritores Criativos e Devaneio. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p 133- 143.  

Discorre sobre a diferença entre o “brincar” infantil e a fantasia a partir da comparação da atividade dos escritores criativos com o “brincar” infantil. O autor vê semelhanças e afirma que o escritor criativo, tal qual a criança que brinca, cria um mundo de fantasia que ele leva muito a sério, ou seja, no qual investe uma grande quantidade de emoção. A antítese de brincar não é o que é sério, mas o real. A criança distingue completamente o brincar da realidade  e faz ligação emocional com objetos reais, se diferenciando assim da fantasia que está relacionada à vida imaginária do sujeito e à maneira como este representa para si mesmo sua história ou a história de suas origens – fantasia imaginária. O adulto, quando cresce e pára de brincar, na realidade, ele não renuncia a esse prazer, apenas substitui uma coisa pela outra, ou seja, ele só abdica do elo com os objetos reais e, em vez de brincar, ele agora fantasia. Ele constrói castelos no ar e cria o que o autor chama de devaneios. Os adultos escondem suas fantasias, pois se envergonham, ao contrário das crianças. O brincar da criança é determinado por desejos, o desejo de ser como os adultos, imitando-os. Já do adulto se espera que ele atue no mundo real sendo necessário ocultar suas fantasias por serem infantis e proibidas. As vítimas de doenças nervosas revelam, por necessidade, suas fantasias através de seus transtornos mentais, pois esperam ser curadas. Sobre as características do fantasiar, o autor salienta que toda fantasia é a realização de um desejo, uma correção da realidade insatisfatória. Os desejos podem ser ambiciosos – que se destinam a elevar a personalidade do sujeito, e os desejos eróticos. Toda essa atividade imaginativa se adapta às impressões mutáveis que o sujeito tem da vida. A fantasia flutua em três tempos, a sua origem se dá a partir da ocasião que a provocou e a partir da lembrança. O passado, o presente e o futuro são unidos pelo desejo que se utiliza de uma ocasião do presente para construir, segundo moldes do passado, um quadro do futuro. A neurose ou a psicose ocorrem quando essas fantasias se excedem trazendo sintomas penosos que afligem o sujeito. Os sonhos são fantasias que foram reprimidas e empurradas para o inconsciente e chegam àa nossa consciência de forma distorcida – distorção onírica. O escritor criativo utiliza temas pré-existentes a partir de uma lembrança de uma experiência anterior, da qual se origina um desejo que encontra realização na obra criativa. A semelhança entre a obra literária e os devaneios é a continuação (substituição) do brincar infantil. A diferença entre eles é na superação, no caso da obra literária, pelo artista, do sentimento de repulsa ligado às barreiras que separam cada ego dos demais. O artista consegue através do prazer preliminar que corresponde ao prazer obtido pela liberação de um prazer ainda maior proveniente de fontes psíquicas profundas proporcionando aos leitores um prazer, uma satisfação devido à libertação de tensões em nossas mentes.  

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